Tenho 21 anos, quase 22. Ganhei meu primeiro computador cedo, pelo menos na época era raro um menino de 6/7 anos já ter o seu próprio PC. Era um modelo bem básico, mas pra mim era o paraíso.
No começo eu gostava de desenhar no Paint, mesmo nunca tendo gostado de desenhar. Novidades como aprender a trocar o papel de parede ou reproduzir uma música no CD Player eram o bastante pra me deixar entretido por dias...
Logo o técnico colocou internet lá em casa, internet discada... Games online, dicas de games e games para baixar, ou seja, a internet pra mim servia para... jogar. Até que meus primos chegaram falando dos chats e bate papos que tinham nesse universo online.
Viciei, com os nicks de g@tinho_manhoso ou surfist@, passava horas conversando ali. Eu gostava de entrar nas salas de idade, e bater um papo com garotas mais ou menos da minha faixa etária. O maior prazer disso era simplesmente o conversar, conhecer novas pessoas mesmo sabendo que muito difícil elas seriam da sua cidade ou até mesmo próximas de você.
Era como ler um livro, você ia se apegando aos personagens mesmo não tendo uma figura deles, ia os imaginando apenas pela história que era contada.
Já na época da banda larga, conheci o MSN Messenger, então usava os bate papos para pegar o email das pessoas para conversar mais a vontade no msn, e poder dar sequencia as conversas, porque era muito difícil encontrar a mesma pessoa no outro dia em um dos chats devido ao enorme número de salas disponíveis.
Mesmo assim, no MSN o prazer de conversar simplesmente pelo prazer de conhecer outras pessoas foi mantido, e recursos como ver a foto da pessoa e até mesmo por vídeo através de webcams deixaram essa experiencia ainda melhor.
Logo redes sociais como Flogão e Orkut cresciam juntamente com o número de computadores nas residências e também o número de lan houses e isso possibilitou a ter também pessoas conhecidas nas interações.
O Flogão e seus derivados, sempre achei muito vazio... mas o Orkut era um oceano, como era bom conhecer o "perfil" da pessoa através de suas comunidades, dos depoimentos que ela recebia e das suas fotos.
CONTINUA...