Karla morava ao lado da praça e perto da rodoviária, os dois únicos lugares da cidade que ainda tinha algum movimento.
Aproveitando que não precisaria trabalhar, nossa protagonista decidiu que iria a cidade vizinha, para ver sua amiga que mora lá, e dar uma passada na lanchonete WFrango. Essa lanchonete era considerada o ponto de encontro da juventude de lá, e a paquera rolava em demasia.
Chegando na rodoviária, ela se viu com dinheiro insuficiente para pagar a passagem, que teria aumentado muito em função do feriado, e ainda poder curtir na WFrango. Tentou pechinchar com a moça do balcão, mas não deu certo, porém a moça informou que havia um ônibus clandestino que fazia outra rota, porém o destino final, era a cidade que Karla queria chegar.
Já no fim da cidade, perto da mina de carvão, Karla avistou o tal ônibus, e realmente, era a metade do preço. Comprou o bilhete com a sr. Roséola, que era mulher do motorista. Um pouco assutada com a aparência de Roséola, Karla tratou de colocar seus fones no ouvido e esperar para poder entrar.
Roséola, era uma mulher muito velha, as vezes dava impressão que estava morta, e só respondia o necessário.
Ao entrar no busão e ver o motorista, um anão que não tirava o sorriso do rosto, Karla tentou voltar e sair, porém Roséola aparece em frente a porta dizendo que seria muito perigoso ela sair naquela hora.
Se estava assustada, agora Karla já estava era apavorada... Sentou-se em seu lugar, respirou fundo, e quando olhou pro lado, tinha um menino de capuz.
CONTINUA.
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